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11 de outubro de 2016

Arquivos de fotos físicos ou digitais?

Já fui arquivista e não imaginava a importância do trabalho que realizava.
Naquela época o maior risco de se perder um documento era o mesmo ser arquivado em local errado, dava trabalho mas só custava tempo para achar.

extraído da internet

Amo fotografar muito antes da praticidade dos tempos modernos, em todos os momentos tinha uma câmera e olha que naquela época tudo era muito diferente,
ter um filme na máquina tinha um custo e revelar o mistério oculto, pois nunca sabíamos o que tinha sido realmente capturado se é que havia sido, era um custo bem maior, somente amantes dessa arte estavam dispostos a pagar o preço, isso sem falar nos inúmeros álbuns que tínhamos que comprar, os quais eu tentava manter em ordem cronológica, bem arquivadinhos.


Hoje em dia as coisas mudaram, todo celular tem uma câmera, se qualquer um pode e faz uso desse recurso, então imagina a quantidade de imagens que eu tinha!
Não domino a linguagem digital ok! por isso vou escrever do meu jeito mas sei que vocês entenderão, na praticidade da era digital basta um click para se criar uma pasta para isso, outra para aquilo e poi aí vai... seria perfeito se não fosse trágico.

extraído da internet


Bem, vamos ao meu drama, no ano passado meu notebook deu problema, quase perdi tudo, pois com a mágica das pastinhas digitais e com meu TOC de arquivista organizei tudo em uma pasta de fotos com infinitas subpastinhas. Ai que dor no coração, o que eu tinha ali não tinha preço, e eu não tinha nenhuma pastinha ou albinho para procurar minhas fotos, mas graças a Deus depois de muito custo o técnico conseguiu recuperar a máquina, aí no começo do ano novo drama: a máquina já era! quase morri de novo, sorte que o bendito técnico tinha guardado o backup dos meus arquivos, passou tudo para outra máquina e me orientou a ter um backup pois "nunca se sabe o que pode acontecer".

extraído da internet


Então, concluí que com a quantidade de arquivos que tenho não teria como gravar em CD's ou em um pendrive e optei por comprar um HD externo, a solução dos meus problemas... "me sentindo" inclusa na era digital e feliz da vida com meu novo equipamento, estava tão segura com esse novo recurso que excluí todos os arquivos do notebook pois estava entupido de coisas e se arrastando. Até que na semana passada o dito cujo do nada resolveu parar e me perguntar se eu queria formatar o cabra? como assim? não entendo muito dessas coisas, mas formatar eu sei bem o que é e isso não é nada bom. Lá se vai mais uma vida, é a terceira vez que quase morro, todos os aniversários, viagens, nossos momentos preciosos, das nossas filhas, dos nossos animais, da família, dos amigos, do Recanto! e tantos outros, tudo seria formatado...



E eu que me sentia parte da era digital nem imaginei que teria que ter um backup do backup, nem percebi que quando deletei tudo do notebook o backup passou a ser a matriz. Lembrei dos meus albinhos... quem iria precisar ter cópia de um álbum?
Sei lá! só se fosse paranóica com medo de um desastre natural ou um roubo...

A solução dos meus problemas virou o meu maior problema pois a garantia me prometia um hd novo mas para isso eu tinha que retirar os arquivos para enviar para a assistência, lembrando que a garantia não cobre a recuperação de dados.
Argh! se eu conseguisse tirar os arquivos não estaria pedindo socorro!

E o processo final foi o seguinte: R$ 350,00 (com muito choro) para clonar e sei lá mais o quê, para finalmente conseguir recuperar os dados e claro R$ 250,00 por um novo HD externo para copiar os arquivos recuperados, e lá fui eu vítima do sistema, refém da tecnologia, desembolsar o montante para recuperar meus tesouros. E eu que pensava que era caro ser amante da fotografia nos anos 90!

extraído da internet